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4 de set. de 2011

A Educação Física como meio de vida


Informações sobre o Currículo de Graduação

O Curso de Licenciatura em Educação Física já conviveu com dois currículos vigorando simultaneamente. A reformulação curricular exigida pela Resolução do Conselho Federal de Educação N° 03 de 16.06.87, publicada no DOU de 10.09.87, caracteriza-se pela divisão do conteúdo curricular em áreas de conhecimento, ou seja, Formação Humanística e Formação Técnica (vide Quadro 01). A Formação Humanística é composta pelas seguintes áreas de conhecimento: Filosófica, Ser Humano e Sociedade. Estas Formações estão integradas em dois aspectos, o Geral (considerado básico) e o Complementar (constituído pelo aprofundamento de conhecimentos nas áreas).

Quadro 1:Estrutura básica de um curriculo.
O atual acompanhamento curricular foi implantado graças à avaliação externa constituída por professores de outras Instituições de Ensino Superior (IES), ocorrida no segundo semestre de 1993. Dentre os tópicos avaliados evidenciou-se a necessidade de uma revisão para corrigir distorções quanto a estrutura e funcionalidade da grade curricular.













Formação Humanística

Conhecimento Filosófico: Compreende-se como conhecimento filosófico, o resultado da reflexão sobre a realidade; seja no nível da práxis ( a própria existência cotidiana do professor e do bacharel em Educação Física relacionada com eventos históricos, sociais, políticos econômicos); seja no nível de teoria (representação rigorosa através das ciências dessa mesma práxis). O conhecimento filosófico deve consistir na articulação da práxis pedagógica com teorias sobre o homem, a sociedade e a técnica.

Conhecimento do Ser Humano:  Entende-se como conjunto de conhecimentos sobre o ser humano, durante todo o seu ciclo vital, no que concerne aos seus aspectos biológicos e psicológicos, bem como sua interação com o meio ambiente em face da presença ou ausência das atividades da Educação Física.

Conhecimento da Sociedade: Entende-se como a compreensão da natureza social das instituições, sistemas e processos com vistas a uma efetiva contribuição da Educação Física para o pleno desenvolvimento do indivíduo e da sociedade em mudança, considerando-se especificamente a realidade brasileira.

 Formação Técnica

Entende-se como conjunto de conhecimentos e competências para planejar, executar, orientar e avaliar atividades de Educação Física e Desportos, tanto no âmbito não escolar, em procedimentos formais e não formais, contribuindo e facultando a geração e a transformação do próprio conhecimento técnico.

A Educação Física (EF), enquanto componente curricular, carece de melhor reconhecimento social. Tanto a vertente da aptidão física praticada há tempos quanto à das práticas esportivas privilegiadas atualmente demonstram pouco valor resolutivo. Outras abordagens devem ser propostas, como, por exemplo, a educação para a saúde. Desta forma, discutem-se as possíveis relações existentes entre a atividade física (AF) e a saúde, incluindo-se combate ao sedentarismo, assumido como importante fator de risco da doença coronária, a partir de crianças em idade escolar. Discutiu-se, também, o conteúdo e procedimentos metodológicos da atividade física relacionada à saúde, durante as aulas de EF, além de procedimentos que favoreçam a adoção de estilo de vida saudável, com aderência na fase adulta.

Os estudantes de Educação Física Estarão aptos, ao término do curso, a atuar como professores de Educação Física desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, passando pelos Ensinos Fundamental e Médio, ensino regular ou especial. Esta aptidão se dará também na Educação Física não escolar. Trata-se da recreação e esportes em academias, clubes, hotéis, centros comunitários, condomínios, associações recreativas, empresas e outros  onde o profissional demonstrará habilidade ao lidar com clientela diversificada, quer sejam crianças, jovens, adultos, idosos, gestantes, sedentários, portadores de deficiências, etc.

Nos cursos que preparam pessoas para dar aula propõe-se a formação de educadores para o campo da Educação Física Escolar e Não Escolar, priorizando-se a escola pública brasileira do Ensino Fundamental, Médio e Superior. Tal priorização auxiliará o licenciado no exercício permanente e significativo do conhecimento da realidade educacional, apoiado na realidade social concreta a fim de criar e recriar referências teórico-práticas sobre o corpo, o movimento, o jogo, o esporte e sua pedagogia, possibilitando-lhe a formação de um pensamento ético, participativo, comunitário e reflexivo.

 A Educação Física nos tempos antigos:

No final do Império e no início da República  a Educação Física tinha como proposta, dentro de sua especialização,  incrementar o desenvolvimento da humanidade .Da mesma forma, sintetizam-se as expectativas atuais sobre o desempenho considerado ideal para essa área, na construção de uma sociedade melhor.

Nos discursos mais progressistas da época, a Educação Física tinha um papel fundamental para a construção de uma (nova) corporeidade do homem brasileiro. Sair do regime escravagista e entrar na forma de governo republicano-democrático exigia uma outra configuração de homem bem afastada da debilitada figura do escravo ou do lerdo senhor de terras. A economia nacional, para desenvolver-se, precisava de homens despachados, expeditos, fortes, ativos e a Educação Física tornava-se indispensável nesse processo de transformação.

No campo das diversas ciências, a Educação Física encaixava-se na categoria daquelas que cuidavam da vida, ou seja, enquadrava-se no interior de conhecimentos que tentavam absorver, com avidez, descobertas feitas pela biologia, fisiologia, medicina. Assumia e divulgava, por exemplo, conhecimentos sobre hormônios, vitaminas, alimentação, entre outras alternativas para defesa da saúde.

Como a Educação Física era para as pessoas da época:

O desenvolvimento econômico generalizado era uma promessa considerada viável e a ela juntava-se a Educação Física tentando produzir, com o seu saber e sua prática, um homem cada vez mais sadio, mais apto para o trabalho, visto ideologicamente, como fonte efetiva de enriquecimento.

A Educação Física como um instrumento indispensável ao progresso do Brasil tinha, na linguagem do momento, entre outras, algumas competências definidas assim:

1) impedir o abastardamento da raça;

2) impedir o crescimento de óbitos;

3) encaminhar o desenvolvimento da criança na perspectiva de um adulto padrão ou de condições de saúde mais perfeitas;

4) auxiliar na formação de corpos robustos e fortes;

5) divulgar conhecimentos que produzissem mudanças de hábitos tidos como prejudiciais à vida do homem.


NOTAS FINAIS:

O último item perguntava se era possível viver do esporte. Hoje em dia, nada é fácil, pelo contrário, é tudo bastante complicado e difícil. Com isso, aumenta a necessidade das pessoas de buscarem meios em que se obtenha dinheiro de forma mais fácil (atravéz do talento) e o esporte é um desses meios, e se a pessoa obtiver destaque em tal modalidade, ela poderá dali tirar sustento para ela, e/ou até mais, quem sabe para toda sua família.

Mas nem tudo dura para sempre, com o passar do tempo, a pessoa que por meio do esporte, conseguiu o pão de cada dia, vai ainda que infelizmente, perder a sua juventude, ou quem sabe uma outra pessoa venha a superar-la. Enfim, o que quero dizer, é que nem tudo dura para sempre da forma mais agradável, assim como as ruins também, então de certa forma é possível sim, tirar o sustento do esporte.

Várias pessoas ao longo de suas vidas, montaram projetos e estruturas em que ajudavam o próximo, e já pensavam no futuro (tirar dali o futuro sustento), e assim tinham o pão de cada dia garantido nos anos posteriores, mas quem não fez isso, ou tentou e não obteve êxito, provavelmente sofreu no seu futuro não muito distante, o que prova que além de depender do meio ao qual é explorado, depende muito também, da própria pessoa.


Bom Estudo!

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A Educação Física


Educação Física é um conjunto de exercícios que tem como objetivo libertar todas as energias do corpo humano, coordená-las e discipliná-las, a fim de que se tornem melhores as condições de saúde.

É uma parte importante do currículo moderno da educação geral. Compreende atividades físicas e todos os tipos de esportes destinados a melhorar a postura, desenvolver o físico e contribuir para uma boa saúde e o bem estar geral das pessoas. Também proporciona lazer e divertimento. Os currículos de educação física podem cobrir grande variedade de atividades: dança, natação, ginástica, acampamento e dezenas de esportes como arco-e-flecha, tênis, voleibol, futebol, basquetebol, atletismo e outros.

Educação Física na Escola – No Brasil, a educação física, esportiva e recreativa é obrigatória em todos os níveis e ramos de escolarização. Mas alguns alunos podem ser dispensados: os que tiverem prestando serviço militar na tropa, aqueles que tiverem mais de 30 anos, os que trabalharem mais de 6h por dia, e quem apresentar incapacidade física comprovada.

1º Grau – As atividades físicas tem caráter recreativo. Seu objetivo principal é melhorar a aptidão física dos alunos, consolidar hábitos de higiene, desenvolver o corpo e a mente e despertar o espírito de solidariedade, de equipe e de esportividade. Compreende a ginástica rítmica, feita ao som de musica, e jogos. Algumas escolas oferecem aulas de natação, judô e balé.

2º Grau – As atividades físicas visam a dar ao aluno aproveitamento útil do tempo de lazer, desenvolver sua sociabilidade e contribuir para o fortalecimento da vontade, da tendência a liderança e de hábitos sadios.Compreende a ginástica e esportes.

Universidades – Predominam as práticas de natureza desportiva. O objetivo é, além do aprimoramento físico e da conservação da saúde, a integração do estudante ao campus universitário e a consolidação do sentimento comunitário e de nacionalidade. Compreende a organização de torneios e campeonatos internos ou com outros estabelecimentos.

 

Conclusão

Ao concluirmos este trabalho percebemos que é uma disciplina capaz de influir direta e favoravelmente na formação integral do individuo. Com o objetivo de educar, aprimorar e melhorar os movimentos, bem como desenvolver a inteligência e personalidade.



Bibliografia

Enciclopédia Mirador Internacional – Vol. 07; Enciclopédia Delta Universal – Vol. 05; Educação Física Princípios Pedagógicos; Google e Cadê.


Bom Estudos!

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Composição


Processo de formação de palavras através do qual novas palavras são formadas pela junção de duas ou mais palavras já existentes.

Existem duas formas de composição:
Justaposição
Aglutinação

A justaposição ocorre quando duas ou mais palavras se unem sem que ocorra alteração de suas formas ou acentuação primitivas.
 Ex.: guarda-chuva, segunda-feira, passatempo.

A composição por aglutinação ocorre quando duas ou mais palavras se unem para formar uma nova palavra ocorrendo alteração na forma ou na acentuação.
 Ex.: fidalgo ( filho + de +alto), aguardente (água + ardente)

Bom Estudos

Colocação Pronominal


Ênclise

A posição normal dos pronomes átonos é depois do verbo (ênclise).

Isso acontece:

a) quando o verbo abrir o período.

Exemplos:

Ordeno-lhe que saía imediatamente.

Levantei-me assim que você saiu.

b) quando o sujeito - substantivo ou pronome (que não seja de significação negativa) - vier imediatamente antes do verbo, tanto nas orações afirmativas como nas interrogativas.

Exemplos:

O aluno queixava-se do calor.

João convidou-o para sair.

Desde então, ele afastou-se da nossa casa.

Os dois amavam-se desde a infância?



Próclise

A próclise é obrigatória:

a) nas orações negativas (não, nem, nunca, ninguém, nenhum, nada, jamais etc.), desde que não haja pausa entre o verbo e as palavras de negação.

Exemplos:

Ninguém me recuse este favor.

Ninguém o castigou.

Nunca se notou a ausência dele.

Não faz a felicidade dos outros, nem se sente feliz ele mesmo.

b) nas orações exclamativas, começadas por palavras exclamativas, bem como nas orações optativas.

Exemplos:

Como te iludes!

Quanto nos custa dizer a verdade!

Os céus te favoreçam!

Deus o abençoe, meu filho!

Raios o partam!

c) nas orações interrogativas, começadas por palavras interrogativas.

Exemplos:

Por que te afliges tanto?

Quem o obrigou a sair?

d) nas orações subordinadas.

Exemplos:

Quando o recebo em minha casa, fico feliz.

Há pessoas que nos querem bem.

É justo que o ampares.

e) com advérbios e pronomes indefinidos, sem que haja pausa.

Exemplos:

Aqui se aprende a defender a Pátria.

Tudo se fez como você recomendou.

Observação:

Se houver pausa depois do advérbio, prevalecerá a ênclise:

Depois, encaminhei-me para ele.

Com verbos no gerúndio, a regra geral é ainda a ênclise:

Cumprimentou os presentes, retirando-se mudo como entrara.

Porém haverá próclise se o gerúndio vier precedido de:

preposição EM;

advérbio que o modifique diretamente, sem pausa.

 Exemplos:

Em se tratando de minorar o sofrimento alheio, podemos contar com a sua colaboração.

Não nos provando essa grave denúncia, a testemunha será processada.



Mesóclise

Ocorrerá mesóclise com futuro do presente e futuro do pretérito, se não houver fator de próclise.

Exemplos:

Far-te-ei o prometido.

Dir-lhe-ia, se viesse.

Colocação dos pronomes átonos nos tempos compostos

Nos tempos compostos, os pronomes átonos ficam junto do verbo auxiliar e nunca do particípio, podendo ocorrer próclise, ênclise ou mesóclise.

Exemplos:

Os alunos tinham-se levantado. (ênclise ao auxiliar)

Nunca a tínhamos encontrado. (próclise ao auxiliar)

Ter-lhe-ia sido nociva alguma de minhas prescrições? (mesóclise ao auxiliar)

Colocação dos pronomes átonos nas locuções verbais

a) Verbo auxiliar + infinitivo

NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Devo dizer-lhe a verdade. (ênclise ao infinitivo)

Devo-lhe dizer a verdade. (ênclise ao auxiliar)

HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Não me devo calar. (próclise ao auxiliar)

Não devo calar-me. (ênclise ao infinitivo)

b) Verbo auxiliar + preposição + infinitivo

NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Deixou de contratá-la. (ênclise ao infinitivo)

Deixou de a contratar. (próclise ao infinitivo)

HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Não a deixou de contratar. (próclise ao auxiliar)

Não deixou de contratá-la. (próclise ao infinitivo)

c) Verbo + auxiliar + gerúndio

NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Vou-me arrastando.

Vou arrastando-me.

HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Não o estou criticando.

Observação:

Na literatura já aparece o pronome átono proclítico ao verbo principal, pois isso ocorre na linguagem falada do Brasil.

"Você está me machucando."

(Fernando Sabino)

"Mas aos poucos foi se adaptando."

(Vivaldo Coaracy)


Bons Estudos!


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